terça-feira, 25 de março de 2014

Deixa-me ler teus olhos (...)

Eu sei dos ventos emudecidos
que carregas dentro de si.
E o furacão de sentimentos perdidos,
que quebrantam as janelas
de um fleumático coração esquecido.

Eu sei o que guardas
no semblante oculto de pedra;
o amolador da faca cega, 
que um dia rasgou tuas entranhas.

Eu sei, também
que te arranhas
a angústia presa nos calcanhares...

Mas apesar dos apesares
os frêmitos do amor não desvaneceram
pelo capricho dos anos

Então, de repente...
Quando menos esperar
-segundo os meus anseios-
estiveres entregue ao agoniante medo
e Imersa em delírios (...)
Como uma bela flor, no lírio,
                                -e em festejo
o amor rejuvenescerá
todos os teus desejos....

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